Estação após estação, qualquer um consegue perceber a mudança das roupas nas vitrines das lojas. Cortes despojados que marcam o verão dão espaço para o elegante trazido pelo frio do inverno, por exemplo. O que muitos não sabem, entretanto, é de onde vem a inspiração, que está sempre se renovando, daqueles que criam, modelam e produzem.
Para confeccionar uma boa peça, é preciso ter, acima de tudo, dom para isso. Alguns estilistas já nascem com ele. Outros descobrem o dom, aprendem as técnicas e as refinam ao longo do tempo. Esse é o caso do jovem Thiago Phelipe, de apenas 20 anos. Ele é paulista e estuda Moda e Têxtil na Universidade de São Paulo. Mas esse não era o seu sonho inicialmente.
Sempre muito ligado à arte, Thiago pensou primeiro em estudar Arquitetura. Mas o que ele queria realmente era poder exercer o seu lado criativo. Decidiu optar pela Moda e descobriu seu talento já nos primeiros anos de faculdade. Thiago Phelipe já estagiou em empresas variadas, aproveitou ao máximo todos os laboratórios e oficinas disponibilizados pela faculdade e começou a aprender a fazer tudo sozinho.
Sem medo de tentar, ele agora idealiza, compra os tecidos, costura e chega ao produto final sem muita dificuldade. De acordo com o jovem estilista, apesar de suas fontes de inspiração serem as mais variadas, ele sempre acaba trabalhando com temas meio “sombrios”. “Gosto muito de música, então sou do tipo que pensa em um desfile para uma trilha, e não o contrario. o ponto mais forte do meu trabalho é a associação constante com o universo do oculto, da alquimia e da arte. Acredito no meu trabalho autoral, que hoje em dia, é essencial, visto que a personalidade de muitas marcas se rende às tendências e ao que vai vender mais na loja depois.”, declara Thiago.
E essa ousadia de Thiago Phelipe já rendeu alguns frutos. Depois de participar e ganhar o segundo lugar do concurso promovido pela Brasil Fashion Designers, ele foi convidado para realizar uma homenagem ao grande estilista francês Pierre Cardin no programa Altas Horas. Na ocasião, Thiago fez a releitura de um dos figurinos do desfile. Além disso, ele também passou a concorrer em uma competição das faculdades paulistas realizada somente entre aqueles que desejam lançar uma nova marca.
Sobre o público alvo das criações, Thiago acredita que suas aspirações no momento envolvem apenas o público masculino. “Atualmente, só penso no masculino jovem, de 20 a 30 anos. Confesso que, por ser homem, tenho um bocado de dificuldade de trabalhar com o corpo da mulher, da forma que o mercado exige – deixando-o sexy e desejável. Se algum dia for fazer feminino, tenha certeza que vai ser uma coisa absurda, que só vai ser consumida por um tipo muito especifico de mulher, que gosta mesmo de ser diferente.”, finaliza o modelista.














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